Um artigo intitulado "Brasil em Chamas", publicado na edição de novembro/dezembro do NFPA Journal, apresenta exemplos da falha no que a NFPA agora denomina "ecossistema de segurança contra incêndio e proteção à vida" do país. No artigo, Angelo Verzoni, da equipe de redação, cita o incêndio no Hospital Badim, no Rio de Janeiro, em 12 de setembro, que matou 11 pessoas; o incêndio em um acampamento de futebol em janeiro, no qual 10 adolescentes perderam a vida; o incêndio em setembro de 2018 que destruiu o histórico Museu Nacional do Brasil; e o incêndio na boate Kiss, em 2013, que ceifou mais de 240 vidas, como exemplos de problemas de conformidade com as normas.

 Os esforços para aprimorar as normas após o incêndio do Kiss ainda estão em andamento, e o artigo observa que o código de incêndio do Rio de Janeiro foi atualizado apenas duas semanas antes do incêndio no hospital. O código de incêndio do Rio agora faz referência a mais de 20 normas e padrões da NFPA, mas representantes da NFPA enfatizam que sua abordagem ecossistêmica exige mais do que a simples adoção de normas. A inspeção contínua de imóveis e a fiscalização das normas são frequentemente negligenciadas no Brasil, e a educação pública relacionada à segurança contra incêndio é insuficiente. A crise econômica dos últimos anos relegou as questões de segurança contra incêndio a segundo plano, e o que se faz necessário é um maior investimento em segurança contra incêndio, incluindo sistemas de sprinklers.