Há quatro anos, em 6 de janeiro de 2015, foi promulgada a Lei Estadual Paulista nº 1257, que estabeleceu um novo Código Estadual Paulista de Proteção contra Incêndios e Emergências. Para a implementação dessa lei, foram criados três decretos, dois dos quais foram sancionados pelo governador e publicados. Para a decepção da ABSpk, o terceiro decreto não foi sancionado pelo governador e, portanto, não passou a fazer parte da nova lei. Esse terceiro decreto teria estabelecido requisitos para produtos certificados para proteção predial e combate a incêndios, além de conferir poderes de polícia em matéria de segurança predial ao Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.
Com o governador do estado de São Paulo envolvido nas recentes eleições presidenciais brasileiras, e ciente de que o vice-governador poderia atuar em sua ausência, a ABSpk coordenou um novo esforço, buscando o apoio de diversas associações brasileiras de bombeiros e construção civil. Uma carta conjunta foi encaminhada ao vice-governador com o auxílio do Coronel Cássio Armani (ex-comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo).
Como resultado, o terceiro decreto foi assinado em 10 de dezembro de 2018, publicado no dia seguinte e terá validade de 120 dias a partir da publicação. Entre diversas regulamentações importantes, o Corpo de Bombeiros exigirá a certificação, ou outro mecanismo de avaliação da conformidade, de produtos de segurança contra incêndio para edificações e áreas de risco, por meio de organismos de certificação credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), comprovando o cumprimento das normas técnicas nacionais. A implementação também ocorrerá por meio de portaria a ser publicada pela CBMESP (Polícia Militar de São Paulo), que estabelecerá prazos para a adaptação do mercado a essas disposições legais.
A ABSpk, que já havia alertado publicamente sobre a proliferação de sprinklers contra incêndio não certificados no Brasil, obteve uma vitória considerável. Como a maior parte do Brasil segue o exemplo do estado de São Paulo, a ABSpk espera que essa regulamentação traga mudanças profundas, já que afetará todo o Brasil assim que os demais estados adotarem as normas paulistas.

